04 Aug Opinião: Democrático Só no Nome, Fabiano por Natureza — ou os Sete Tapa na Cara
Por,
Andrés Alburquerque, Membro Sênior | MSI2
A Sociedade Fabiana deve seu nome ao general romano Quinto Fábio e às suas táticas de ataques atrasados contra Aníbal.
Tapa 1
Nós, da direita, somos ingênuos por natureza… a esquerda constantemente nos alimenta com a narrativa que quer que engulamos, e nós inevitavelmente aceitamos.
O mito mais difundido, a falácia — ou, para ser gentil, a imprecisão — é a ideia de que o atual Partido Democrata se desviou: está temporariamente à deriva, perdido no mar. É visto como uma mera degeneração do grande partido que já foi. Uma abominação que pode ser corrigida; um contratempo passageiro. Errado! Esse sempre foi o plano desde o primeiro dia: uma mistura de fascismo, socialismo e, por fim, comunismo como meta, a ser alcançada por muitas rotas possíveis, como os espaguetes nos gráficos de furacões: muitas direções diferentes com um resultado certo — o desastre.
Tapa 2
Origens do Fabianismo
A Sociedade Fabiana deve seu nome ao general romano Quinto Fábio e às suas táticas de ataques atrasados contra Aníbal. Sua lógica pode ser ilustrada pela seguinte citação:
“Você deve esperar pelo momento certo, como Fábio fez com muita paciência, ao guerrear contra Aníbal, embora muitos tenham criticado seus atrasos; mas, quando chegar a hora, você deve golpear com força, como Fábio fez, ou sua espera será em vão e infrutífera.”
O momento certo é agora: os Estados Unidos de 2025.
A sociedade foi fundada em 4 de janeiro de 1884 e atraiu escritores do porte de Bernard Shaw; não é de se estranhar que Kennedy, o epítome do fabiano, o tenha citado repetidamente durante sua carreira política:
“Alguns homens veem as coisas como são e perguntam: ‘Por quê?’ Eu sonho com coisas que nunca foram e pergunto: ‘Por que não?’”
Essa frase, com sua grandeza intrínseca, destaca e explica a essência do fabianismo. Atrevimento… apostas altas…

Tapa 3
O símbolo da sociedade diz tudo: um lobo em pele de cordeiro — uma estratégia mascarada de moderação.
Tapa 4
O Fabianismo em Ação
O primeiro presidente fabiano foi Woodrow Wilson, que lançou as bases do que viria com seu governo tecnocrático e estrutura administrativa. O mais infame foi a criação do Federal Reserve (Banco Central). Embora não fosse sua ideia original, ele foi fundamental na construção da estrutura financeira com a qual o Fed, como o conhecemos hoje, foi erguido.
Ele assinou a Lei do Federal Reserve em 1913 enquanto banqueiros ricos de ambos os lados do Atlântico preparavam um comunista russo, Vladimir Lenin, para tomar o controle do maior país do mundo e declarar guerra ao capitalismo. Parece contraditório, mas não é. Era tudo parte do plano mestre.
Tapa 5
O Fabianismo em Sua Melhor Forma
O segundo e mais influente presidente fabiano foi FDR (Franklin Delano Roosevelt), com seu New Deal; externamente, um grande projeto — ou conjunto de projetos — que tocava todos os sinos certos, mas que na verdade atrasou nossa recuperação da Grande Depressão e consolidou a penetração em nossas instituições mais sagradas com os amigos de sua esposa.
Deve ficar muito claro que o fabianismo é o engano supremo, baseado em acumular as reclamações certas, as causas certas e as reivindicações certas, apenas para continuar agitando as massas indefinidamente em direção a uma solução que nunca chega — enquanto eles permanecem convenientemente no poder.
Tapa 6
Instituições Acima das Eleições
As eleições podem ser imprevisíveis e incontroláveis. Não importa quanto dinheiro se despeje em uma campanha, o resultado nunca é garantido; por outro lado, se você infiltrar sistematicamente uma instituição com os quadros certos, ela sempre responderá a você.
Aqui vemos uma mistura do velho gramscismo — minando o Ocidente por dentro — com o ativismo atual da esquerda. O exemplo mais escandaloso dessa prática foi a escolha de Obama para chefiar a CIA: John Brennan, um eleitor comunista assumido.
Não é de surpreender que ele tenha declarado publicamente que o laptop de Hunter Biden era uma operação ativa russa — uma mentira flagrante que já foi repetidamente desmentida.
Tapa 7
O Fabianismo Hoje
Muitos parecem surpresos com a “transformação” ocorrida dentro do Partido Democrata; alguns diriam que é coisa de malucos, outros falam de um grupo de quatro deputadas.
Isso não aconteceu por acidente. Vejamos uma citação do objeto secreto de desejo de tantos na esquerda: Fidel Castro:
“Sempre fomos comunistas e morreremos comunistas; no começo não podíamos nos gabar da nossa ideologia porque o povo não estava preparado…” Sempre o engano.
Por trás das paisagens mais belas escondem-se os pântanos mais sombrios. Mas por que deveríamos nos preocupar?
Hoje, os instintos fabianos estão mais afiados do que nunca, e a pergunta não é se eles abandonaram o disfarce, mas por que agora? E a verdade obscura e assustadora começa a se delinear. Porque eles sabem que este é o momento deles.
É hora de travar a mãe de todas as guerras. A guerra contra todas as partes da nossa sociedade — mas, novamente, ao estilo fabiano: não uma guerra total, mas dividida em escaramuças.
Eles precisam ter cuidado para não alienar toda a sociedade, pois isso significaria sua ruína; então, como farão isso?
Como só um verdadeiro fabiano faria: atacando um segmento de cada vez e reunindo todos os outros contra ele, até eliminá-lo — e então passando ao próximo; e ao próximo; e ao próximo, até que não haja mais resistência.
Até que os poucos sobreviventes sejam apenas uma massa de seres menores, inconscientes do fato de que foram arrastados ao abismo do nada.
As opiniões expressas neste artigo são do autor e não refletem necessariamente as opiniões do Miami Strategic Intelligence Institute (MSI²).